Irashaimasse... Este espaço é "irmão" da comunidade Movimento Dekassegui no Japão. Chamei-a assim porque há muitos dekasseguis (pessoas que saem de sua terra natal para trabalhar temporariamente em outro lugar) e eu faço parte desta comunidade de filhos e netos de japoneses que migraram para o Brasil. Domo arigato gozaimasu. zanguio.com.br

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Visto de yonsei



Boa notícia para os yonseis, bisnetos de japoneses.

O Ministério da Justiça solidificou a política de introdução de um novo sistema de visto para que os descendentes de quarta geração (yonsei) que cumpram alguns requisitos, tais como certo nível de compreensão do idioma local, possam trabalhar no Japão.

Segundo o jornal Yomiuri, nessa fase introdutória a intenção é permitir a entrada de cerca de mil pessoas por ano.

No novo sistema, a intenção é fazer com que o yonsei tenha interesse pelo Japão e se aprofunde na cultura nipônica.
O objetivo é a formação de recursos humanos que possam servir de ponte entre a comunidade nikkei onde vive e a sociedade japonesa.

Saiba alguns detalhes:
  • O sistema proposto é o working holiday, como há em outros países, onde se obtém a permanência enquanto trabalha.
  • A faixa etária alvo e limitada é entre 18 a 30 anos.
  • Para sua estadia será concedido um status de residência chamado tokutei katsudo (特定活動) ou traduzido livremente para o português como atividade específica.
  • Para a implementação, o candidato será submetido a um teste de conhecimento do idioma, equivalente ao teste de proficiência nível 4.
  • Para a renovação do status de residência, a condição é ter conhecimento do idioma japonês, equivalente ao teste de proficiência nível 3.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Trabalho fora das fábricas

Se você não se enquadra no visto de descendente ou quer uma vaga fora das indústrias, pode tentar encontrar um emprego especializado no Japão.

Nem sempre é fácil conseguir emprego no Japão. Fique atento as dicas do Portal do Intercâmbio:

Encontrar trabalho no Japão pode ser uma difícil tarefa para estrangeiros.
A princípio, uma das melhores opções de trabalho no Japão é como professor de inglês. Para ensinar o idioma inglês no Japão é exigido graduação universitária ou títulos como o TOEFL.
Brasileiros com ascendência japonesa têm maior facilidade em obter empregos em indústrias e empresas nipônicas.
Sites de ofertas de emprego
  • www.manpower.co.jp
  • www.daijob.com/wij/ - site específico para estrangeiros que vivem no Japão e estão em busca de uma oportunidade de trabalho
  • http://job.japantimes.com/
  • www.i-jobshop.net
  • www.careercross.co.jp
  • www.adeccocareer.co.jp

Estágio
Para pesquisar vagas e oportunidades de estágio, consulte o seguinte site:
  • www.yamasa.org/internships

sábado, 3 de novembro de 2007

Calçados sobre tatami

Vitruvius / Minha Cidade

Calçados sobre tatami. A ilegibilidade das cidades japonesas
Simone Neiva
No ocidente a preocupação com simetria, perspectivas impressionantes, monumentos, ruas e praças sempre existiu. E foi a rua, ou pelo menos a experiência linear, o elemento essencial sobre o qual a paisagem da cidade moderna se desenvolveu. Desde a Antiguidade a noção de cidade como uma estrutura coletiva de espaços lineares está arraigada na cultura ocidental e continua a funcionar como matriz para a noção de boa forma no planejamento de grande parte das cidades contemporâneas. Entretanto, essa noção se mostra como antítese da noção japonesa. Equivale a dizermos que se as cidades analisadas por Lynch em The Imagem of the City seguem uma lógica predominantemente linear, em que o tráfego e a arquitetura monumental são privilegiados, segundo o conceito de path-and-land mark, as cidades japonesas, por outro lado, têm poucas linhas retas, praças e monumentos, e parecem seguir uma lógica de node-and-district.

Com exceção de Nara, Quioto e Saporo – as quais adotaram o sistema cartesiano no desenho de suas ruas –, as cidades japonesas são essencialmente orgânicas e constantemente consideradas ilegíveis por visitantes ocidentais. Tóquio, por exemplo, a despeito de sua importância no cenário mundial, parece uma colcha de retalhos mal cortados e envolvidos por ruas tortuosas, nada similar a outras metrópoles contemporâneas. Aos olhos dos americanos, por exemplo, acostumados a traçados tipo tabuleiro de xadrez, como o de Manhattan, o desenho de Tóquio parece pouco lógico e funcional. Já para os japoneses é a linha reta que surge como o elemento estrangeiro.

Segundo o arquiteto Ashihara, a imagem caótica e ilegível que os visitantes têm de Tóquio deve-se provavelmente ao fato de a percepção linear ocidental ser imprecisa para a leitura do espaço japonês. Contudo, o simples hábito de tirar os sapatos ser a primeira coisa que o japonês faz ao chegar em casa revela a primazia do território sobre a linha na percepção espacial japonesa, definindo o espaço da casa tradicional e talvez nos esclarecendo algo mais sobre a resistência ao traçado linear no Japão.

Adaptada ao calor dos típicos verões úmidos, a casa nipônica tradicional teve seu piso elevado para permitir maior ventilação. No entanto, o hábito de tirar os sapatos não se justifica apenas pela diferença de nível entre a rua e a casa. Para o japonês, a despeito de razões religiosas, manter o piso de tatami incontaminado pela sujeira da rua também significa resguardar a superfície onde ele se assenta, faz as refeições e dorme, atividades que no ocidente são separadas do piso por cadeiras, mesas e camas. Na casa japonesa o tatami é o elemento espacial permanente e crucial. É ele que demarca claramente o território. As paredes, por sua vez, móveis e removíveis, feitas de painéis de madeira e papel – soji e fusuma –, são consideradas elementos temporários e secundários na formação do espaço.



Mapa de Tóquio. Masai, Yasuo, Atlas Tokyo, Ed. Heibonsha Ltd., Tokyo, 1986.


Mapa de Manhattan. Fragner, Benjamin, The Ilustrated History of Architecture, Sunburst Books, London, 1994.





Casa tradicional japonesa. Process Architecture, Japan: Climate, Space and Concept, nº 25, Process Architecture Publishing Co., Tokyo, 1981.


Casa tradicional europeia. Ashihara, Yoshinobu, The Aesthetic Townscape, The MIT Press, Cambridge, 1979


De outro modo, em lugares como Itália e Grécia, onde nasceu a arquitetura ocidental, a casa tradicional, paralela à rua, teve como elemento fundamental a parede. Na Europa, os verões quentes, mas secos, permitem que os espaços ladeados por pedras sejam agradáveis, ao contrário do que acontece nos úmidos verões asiáticos. Para os habitantes da "arquitetura da parede", os pisos do espaço interno e do espaço externo possuem uma mesma ordem espacial, e a ação de tirar o sapato ao entrar em casa não existe. Na casa européia a parede recebe maior atenção e respeito que o piso. É ela, e não o piso, que acentua a linearidade dos espaços e claramente diferencia interior de exterior.

Para Ashihara a ilegibilidade das cidades japonesas, aclamada por visitantes ocidentais, pode estar, entre outras razões, associada aos diferentes valores atribuídos à linha e ao território, ou ao modo como cada cultura define o que vem a ser dentro e fora no espaço da casa e da cidade. Para se ler o "texto" das cidades japonesas é necessária uma gramática não linear, pouco difundida e ainda estranha no ocidente. Tão estranha para um europeu que desconhece a cultura japonesa quanto o motivo de tirar os sapatos ao entrar num restaurante em Osaka.

De acordo com Sorensen, historicamente o traçado cartesiano implantado nas cidades de Nara e Quioto, por volta do ano 700, não teve um impacto duradouro sobre a urbanização de outras cidades japonesas. E mesmo as tentativas mais modernas de implantação de um sistema cartesiano, como em Saporo, não se tornaram populares. Segundo Funahashi, a maior parte dos japoneses ainda resiste à implantação de um modelo ocidental linear "mais legível" no Japão contemporâneo. Assim, a adoção do traçado linear sobre a milenar malha urbana das cidades japonesas, ainda que as tornasse mais "legíveis", significaria a imposição de um sistema absolutamente estranho à mentalidade espacial nipônica. Aparentemente, algo tão difícil de ser assimilado por um japonês quanto andar calçado sobre o tatami.

Referências

Ashihara, Yoshinobu, The Aesthetic of Tokyo, The Ichigaya Publishing Co., Ltd., Tokyo, 1998.

Ashihara, Yoshinobu, Exterior Design in Architecture, Van Nostrand and Reinhold, New York, 1970.

Funahashi, Kunio, Addressing System: Spatial Structure and Wayfinding in Japanese Towns, In: Current issues in Enviromental Behavior ResearchProceedings of the third JapaneseUnited States Seminar Held in Kyoto, Japan, July 19-20,1990, Ed. University of Tokyo, Tokyo, 1990.

Lynch, Kevin, The Image of the City, MIT Press, Cambridge, 1960.

Sorensen, Andre, The Making of Urban Japan, Cities and Planning from Edo to 21st Century, Nissan Institute/Routledge Japanese Studies Series, Tokyo, 2002.




Simone Neiva é arquiteta e urbanista pela UFES, pós-graduada em História da Arte e História da Arquitetura pela PUC/RIO e mestre em Environment Behavior Studies pela Universidade de Tóquio

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Crianças são vítimas das sandálias da moda no Japão


do ipcdigital.com

Suspeita-se que a causa esteja nas resinas utilizados na fabricação das sandálias , por serem materiais que se enroscam facilmente nas cavidades da escada rolante. O instituto alerta para as pessoas não ficarem nos cantos dos degraus para evitar o enroscamento das sandálias.
A sandália Crocs foi desenvolvida nos Estados Unidos em 2002 e hoje é vendido em mais de 40 países do mundo. Este calçado feito de um tipo de resina com alta aderência e famoso pela grande variedade de cores chegou ao mercado japonês no final de 2005. O produto se tornou um fenômeno no Japão este ano, vendendo cerca de 2 milhões de pares. Além da sandália, a marca produz outros tipos de sapatos com o mesmo material. O modelo mais popular chamado Cayman para adulto custa ¥ 3.990. Tamanhos menores, para crianças, são vendidos por ¥ 2.980.

Segundo informou o jornal Yomiuri, a Crocs Asia Private Ltd., que comercializa as sandálias no Japão, confirmou que dos 40 acidentes registrados pelo Nite, 18 envolviam os autênticos da marca. A empresa promete estudar as medidas para diminuir o risco de acidentes, mas nega a possibilidade de recolher os produtos.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Brasileiros farão Pedagogia no Japão

Através de convênio entre a instituição, o MEC e o Banco do Brasil, professores daqui que vivem no país poderão fazer faculdade e ensinar a outros conterrâneos

do Diário de Cuiabá

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) vai formar professores no Japão. Em parceria com o Ministério da Educação, Banco do Brasil e uma universidade japonesa, a UFMT está abrindo 300 vagas para o curso de Pedagogia (com licenciatura plena), para graduar brasileiros que já lecionam para outros brasileiros naquele país.

Com duração de quatro anos, a exemplo da modalidade oferecida no Brasil, o curso será oferecido à distância em três campi da faculdade japonesa: Tóquio, Nagoia e Gunna. Os alunos estudarão pelo sistema modular, terão aulas presenciais, pela internet e pelos menos três seminários com professor brasileiro a cada semestre.

Nessas regiões, explicou o reitor Paulo Speller, há mais dekasseguis, brasileiros filhos de migrantes japoneses. O MEC investirá R$ 2,5 milhões no projeto nos próximos cinco anos, e igual quantia foi disponibilizada pelo Banco do Brasil.

Os recursos servirão para adaptar o material didático à realidade japonesa e para permitir que, a cada 45 dias, um professor da UFMT visite o Japão para fazer um trabalho intensivo com os alunos no início de cada módulo do curso.

Dependendo do suporte financeiro que o projeto angariar, o treinamento será ampliado em número de alunos, contará com especialização em disciplinas específicas, como Biologia, História e Física, e também será oferecido a professores japoneses que têm alunos brasileiros.

Paulo Speller e o secretário de ensino à distância do Ministério da Educação (MEC), Carlos Eduardo Bielchowsky, estiveram em Tóquio semanas atrás para tratar do assunto.

De acordo com levantamento feito, cerca de 600 brasileiros lecionam no Japão. O esforço deles é reconhecido pela UFMT e o MEC, a maioria não tem formação para o magistério e outros ministram aulas em disciplinas nas quais não tiveram formação para docência. No Japão, entretanto, existe uma associação que reúne escolas brasileiras.

O reitor disse que a UFMT foi convidada pelo MEC para formar os professores. “Somos pioneiro em educação à distância”, observou Paulo Speller, acrescentando que a previsão é que o curso seja aberto nos três pólos no segundo semestre de 2008.

CENTENÁRIO – Em 2008, será comemorado o centenário da imigração japonesa ao Brasil. A instalação do curso de nível superior para brasileiros que vivem no Japão fará parte da programação que celebra a data.

De acordo com dados da embaixada brasileira no Japão, 320 mil dekasseguis vivem e trabalham em cidades japonesas.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Kofu homenageia cultura brasileira com evento de seis dias

Primeira "Brasil Week in Yamanashi" conta com uma movimentada agenda de shows, palestras e mostras

Na semana que marca o aniversário da Independência, a cultura "verde e amarela" ganha destaque no Japão com a Brazil week in Yamanashi, que também abre as comemorações prévias pelo centenário da imigração japonesa em terras brasileiras. A perspectiva dos organizadores é que a primeira edição do evento - que começa na próxima terça-feira ( 4) e vai até o domingo (9) - leve cerca de mil pessoas até o Yamanashi International Center, em Kofu.

Para atrair esse público, a Yamanashi International Association, responsável pelo projeto, preparou uma movimentada agenda cultural para agitar a província em seis dias, com a exibição de documentários, mostras fotográficas, palestras e shows, com acesso gratuito. "A proposta é fazer principalmente com que os japoneses aprendam mais sobre a nossa cultura, que eles vejam que o Brasil não é só samba", ressalta Érica Tanaka, coordenadora para Relações Internacionais da entidade.

Entre as atrações já programadas estão a exibição com legendas em português do primeiro episório da série "Haru to Natsu - Todokanakatta Tegami", da emissora NHK, a mostra "Identidades", da fotógrafa venezuelana Irene Carolina Herrera, e recitais de piano e violão, com Jon Smith e Nanamari. Oficinas gratuitas de maculelê e capoeira também farão parte do evento, além dos shows de música sertaneja e pagode dos Grupos Moriaki e Dilema, marcados para o domingo (09).

O destaque das palestras ficará por conta de participações como a do premiado escritor e ensaísta japonês Kosaburo Arashiyama, que no sábado (08) apresentará aos expectadores o tema "O meu encontro com os japoneses genuínos do Brasil". O cônsul-adjunto do Brasil em Tóquio, João Pedro Costa, também participará do encontro com a palestra intitulada "A comunidade brasileira no Japão: de dekassegui a emigrante", no dia 7 de setembro. A programação completa do evento pode ser conferida no site www.yia.or.jp .

:: Serviço::

Brazil Week in Yamanashi
4 a 9 de setembro
Yamanashi International Center (Kofu)

Informações: www.yia.or.jp ou 055-228-5419

fonte: ICP Digital

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Hiroshima como você nunca viu

Li este texto em outro blog e não vou tentar escrever meu próprio texto neste dia em que nos lembramos da Rosa de Hiroshima. Só não postarei as fotos, muito duras, mas quem quiser pode clicar aqui e ir ao post original.

Do blog Connection World

hiroshimaddd.jpg

As Bombas Atômicas que atingiram Hiroshim e Nagasaki mataram mais de 250.000 pessoas, e se tornou o maior massacre de civis da história moderna. Os nomes de Hiroshima e Nagasaki ficaram em nossas mentes, aqui estão algumas fotos que acompanham elas. Todos os dias, as imagens são uma mistura da devastação das terras e prédios. Imagens chocantes das ruínas, mas quanto as vítimas ?

As forças de ocupação Americana censurou as fotos das cidades bombardiadas. As fotos foram classificadas como secretas por muitos anos. Algumas imagens foram publicadas depois por diferentes meios, mas não sempre vistas juntas. Esse é o horror que eles não queriam que nós vissemos, e que não NUNCA devemos esquecer:

1. Os Sinais

Todos os relógios encontrados estavam parados às 8:15 am, a hora da explosão

Dentro de uma certa distância do centro da explosão, o calor foi tão intenso que praticamente tudo foi vaporizado. As sombras dos parapeitos foram imprimidas no chão da ponte Yorozuyo, meio kilometro ao sul do hipocentro. Em Hiroshima, tudo o que sobrou de alguns humanos, sentados em bancos de pedras próximos ao centro da explosão, foram as suas silhuetas.

A fotografia abaixo mostra escadas de pedra de um Banco, onde uma pessoa foi incinerada pelos raios de calor.

2. O massacre

Em 6 de Agosto de 1945 às 8:15am, uma bomba atômica carregada de Urânio explodiu 580 metros acima da cidade de Hiroshima com um grande Flash brilhante, criando um gigante bola de fogo, a temperatura no centro da explosão chegou aos 4,000ºC. Mandando raios de calor e radiação para todas as direções, soltando uma grande onda de choque, vaporizando em milisegundos milhares de pessoas e animais, fundindo prédios e carros, reduzindo uma cidade de 400 anos à pó.

Adultos e crianças foram incinerados instantaneamente ou paralisados em suas rotinas diárias, os seus organismos internos entraram em ebulição e seus ossos carbonizados.

No centro da explosão, as temperaturas foram tão quentes que derreteram concreto e aço. Dentro de segundos, 75,000 pessoas foram mortas ou fatalmente feridas.

As mortes causadas pela radiação ainda aconteceram em grandes números nos dias seguintes. “Sem aparente motivo as suas saúdes começaram a falhar. Eles perderam apetite. Seus cabelos cairam. Marcas estranhas apareceram em seus corpos. E eles começaram a ter sangramentos pelas orelhas, nariz e boca”.

Médicos “deram aos seus pacientes injeções de Vitamina A. Os resultados foram horríveis. E buracos começaram a surgir em seus corpos causado pela injeção da agulha. Em todos os casos as vítimas morreram”.

A foto acima mostra o olho de uma vítima que olhou a explosão. O olho ficou opaco próximo à pupila.3. Hibakusha

Hibakusha é o termo usado no Japão para se referir as vítimas das bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki. A tradução aproximada é “Pessoa afetada por explosão”.

Eles e suas crianças foram (e ainda são) vítimas da falta de conhecimento sobre as consequências das doenças causadas por radiação.

Muitos deles foram despedidos de seus empregos. Mulheres Hibakusha nunca se casaram, muitos deles tinham medo de dar a vida para uma criança deformada. Os homens também sofreram discriminação. “Ninguém quis se casar com alguém que poderia morrer em poucos anos”.

4. Yamahata, o fotógrafo de Nagasaki


Em 10 de Agosto de 1945, o dia depois dos ataques à Nagasaki, Yosuke Yamahata, começou a fotografar a devastação. A cidade estava morta. Ele caminhou através da escuridão das ruinas e corpos mortos por horas. Mais tarde, ele fez as suas últimas fotos próximas a estação médica, ao norte da cidade. Em um único dia, ele completou o único registro fotografico logo após às bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki.

“Um vento quente começou a soprar - ele escreveu depois - Aqui e lá a uma distância eu vi muitos incêncios. Nagasaki foi completamente destruida”.

As fotografias tiradas por Yamahata são o mais completo registro das bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki tiradas logo após os ataques. O The New York Times chamou as fotografias de Yamahata, “um pouco das imagens mais poderosas já feitas”. Mr. Yamahata foi diagnosticado com câncer em estágio terminal, causado pelos efeitos da radiação recebida em Nagasaki em 1945. Ele morreu no dia 18 de Abril de 1966, e ele foi enterrado no Tama Cemetery em Tóquio.

Mais informação e fontes: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9

Apareceram os feridos do acidente nuclear

do blog do Paneta - 03/08/2007

O acidente nuclear provocado pelo terremoto do mês passado no Japão acaba de ganhar vítimas. Depois de duas semanas negando que houvesse algum ferido, a empresa que controla a usina nuclear de Kashiwazaki-kariwa , a Tokio Eletric Power Company (Tecpo) afirmou ontem que nove trabalhadores sofreram queimaduras "leves". A informação foi passada hoje pelo porta-voz da Tecpo, por email, repondendo a perguntas enviadas na segunda-feira por ÉPOCA. Nem a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), sabia da existência de vítimas do acidente.Um grupo da AIEA chegou ao Japão no final dessa semana para fazer uma avaliação do risco das usinas nucleares japonesas. O acidente aconteceu há duas semanas, quando um terremoto de 6,8 na escala Ritcher destruiu a cidade de Niigata, a dez quilômetros da usina.

As queimaduras relatadas pela Tecpo podem ser um indício de contaminação por radiação. Como houve o vazamento de 1,2 mil litros de água do reator para o mar e um incêndio que colocou em risco a usina por mais de duas horas, é possível que alguns trabalhadores tenham sido expostos a materiais radioativos. "Com todos os danos que podemos ver no local. Já esperavamos que alguns trabalhadores tivessem sido expostos a materiais com índices elevados de radioatividade", afirmou a Rianne Teule, especialista em energia nuclear do Greenpeace da Holanda. A ativista foi uma das poucas pessoas que visitaram a usina depois do terremoto.

Todas semana cresce o grau de seriedade do acidente. A Tepco que, a princípio negou qualquer tipo de problema com a usina, já aumentou de 51 para 65 os danos na estrutura da instalação. A falta de transparência pode ser uma alerta de que a situação em Kashiwazaki-Kariwa não seja tão confortável quanto as autoridades japonesas afirmam. A princípio, a Tepco negou que o tremor de terra tivesse afetado o local. Uma semana depois a empresa admitiu que houve vazamento de água do reator para o mar. Cerca de 465 tambores com lixo radioativo de baixa contaminação também romperam e ficaram expostos ao ar livre.

A dificuldade de obter informações confiáveis sobre o acidente aumenta a insegurança da população japonesa. O Japão é um dos paises mais dependentes de energia nuclear do mundo. São 55 usinas que geram 33% da energia nacional. O país está em uma das região com mais abalos sísmicos do planeta. O governo local sempre garantiu que as usinas eram resistentes a terremotos, mas não foi o que o mundo viu há duas semanas atrás em Niigata.

O país tem histórico de desinformação sobre a situação das suas usinas nucleares. Em 2002, depois de falsificar laudos de inspeção de segurança a Tepco teve 17 de seus reatores desligados. A falta de transparência é um dos fatores que faz do programa nuclear japonês um risco para todo o mundo. Essa foi uma das causas do desastre nuclear de Chernobyl, na Ucrânia em 1986. Estima-se que milhares de pessoas foram contaminadas por radiação. O temor da população que vive em volta de Kashiwazaki-Kariwa e da AIEA é que aconteça algo similar no Japão.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Melhora da economia neutraliza a incerteza política no Japão

Do site Ultimo Segundo, editoria de Economia

31/07 - 04:48 - EFE

Gonzalo Robledo Tóquio, 31 jul (EFE).- A melhora do emprego no Japão e a alta da despesa das famílias, anunciadas hoje, se somam às previsões otimistas da Bolsa de Valores de Tóquio e neutralizam a incerteza da cena política após a derrota do Governo nas urnas.

Hoje o Governo anunciou que o desemprego no Japão ficou em 3,7% em junho, com uma queda de 0,1 ponto percentual em relação a maio. O nível é o mais baixo em nove anos. Os analistas previam que a taxa se manteria em 3,8%.

A evolução, que representa 530 mil pessoas empregadas a mais, elevando o total a 64,91 milhões, foi mais forte entre os jovens. À medida que os "baby boomers", nascidos após a Segunda Guerra Mundial, se aposentam, a nova geração toma as rédeas da economia.

O aumento do emprego beneficiou a indústria, o varejo e os atacadistas. E o índice também se refletiu na despesa das famílias.

A despesa média das famílias japoneses subiu 0,1% em junho em relação ao mesmo mês do ano anterior, até ¥ 280.587 (US$ 2.340). Foi o sexto mês consecutivo de melhora, levando os analistas a identificar um avanço lento mas sustentado.

No entanto, para parte dos analistas a alta foi "insuficiente" para incentivar uma elevação dos juros. O Banco do Japão mantém a taxa básica em 0,5%, o nível mais baixo do mundo industrializado.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei atravessa uma seqüência de baixa, atribuída às quedas em Wall Street. Mas os analistas prevêem uma recuperação gradual, que leve aos 19 mil pontos até o fim do ano.

Os investidores japoneses, segundo os analistas, vão se concentrar nos bons resultados das empresas do país, beneficiadas pela expansão global. Assim, o Nikkei deverá entrar numa curva de alta.

A Bolsa mostra otimismo num momento em que o Governo de coalizão acaba de perder a maioria no Senado, após as eleições de domingo passado. O primeiro-ministro, Shinzo Abe, continua sob pressão para renunciar.

A possibilidade fortaleceria as esperanças do mercado financeiro de um adiamento da alta do imposto sobre o consumo, proposta pelo governante.

Alguns analistas políticos, porém, descartam uma renúncia de Abe, citando a falta de candidatos viáveis entre os dois partidos da coalizão governante. Eles acreditam que a derrota na Câmara Alta vai acelerar as reformas econômicas.

A imprensa financeira acusa a Abe de atrasar as reformas, tirando competitividade da economia japonesa, enquanto a população envelhece e o Japão apresenta o maior déficit fiscal dos países desenvolvidos.

Uma análise do jornal "Nikkei" afirma que a falta de clareza de Abe despertou críticas no eleitorado das zonas rurais, que considera que suas reformas polarizam a economia das diversas regiões. Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro sofre a rejeição dos eleitores urbanos, que temem que as mudanças não sejam suficientes.

A perspectiva da continuidade de Abe no Governo e o bloqueio de suas leis por parte da oposição levou os diretores das patronais a pedir ao Partido Democrático, que controla agora o Senado, que situe a economia acima dos interesses partidários.

domingo, 29 de julho de 2007

Estudantes estrangeiros podem recorrer a bolsas

O Nippon Foundation é uma das entidades que financia os estudos de descendentes de japoneses

Do IPC Digital - ipcdigital.com
Ser bom aluno é pré-requisito ( )
Ser bom aluno é pré-requisito




No Japão, mesmo as universidades públicas são pagas. Dependendo do curso escolhido, a anuidade chega a custar até ¥ 10 milhões, como acontece em medicina. Por essa razão, os japoneses costumam planejar a economia da família enquanto os filhos nem começaram os estudos, já pensando na faculdade. No entanto, as famílias que não tiverem condições de assumir os custos da universidade podem recorrer às bolsas de estudo que são oferecidas no país.

O Nippon Foundation é uma das entidades que oferece bolsas de estudo para os descendentes de japoneses que tenham nascido em países da América Latina e Central, como é o caso dos nipo-brasileiros. Por ano, a associação disponibiliza cinco bolsas para os estudantes que tem interesse em cursar a universidade, pós-graduação ou fazer estágio no Japão.

O objetivo principal da entidade é promover o intercâmbio cultural e intelectual entre os países latinos e o Japão, dessa forma os alunos que querem vir para o país estudar ganham prioridade na disputa pela bolsa de estudo. "Dependendo do número de inscrições feitas por pessoas lá fora, fica disponível apenas uma bolsa para os nikkeis que vivem no Japão", conta Hernan Kitsutani, que é ex-bolsista da associação.

O Nippon Foundation surgiu em 1996, criado pela Nihon Senpaku Shinkookai (Associação de Barcos do Japão). Por lei, parte do valor arrecado em ingressos e apostas realizadas nas competições de lanchas devem ser destinados a atividades educativas, culturais e esportiva. Assim, surgiu a fundação, para promover o desenvolvimento dos projetos sócio-culturais da entidade.

Para se candidatar a bolsa de estudos da Nippon Foundation é indispensável que o candidato tenha ascendência japonesa, idade entre 18 a 35 anos e conhecimento da língua japonesa suficiente para viver no Japão e acompanhar as aulas do curso em que foi aprovado.

A escolha da instituição de ensino é feita pelo próprio aluno, assim como os trâmites da matrícula. "O benefício cobre qualquer faculdade e curso que o candidado escolher", explica Kitsutani. A bolsa tem duração máxima de 5 anos, sendo que, em caso de repetência, o benefício é cancelado.

As inscrições para concorrer às bolsas deste ano já estão abertas. O prazo final segue até o final do mês de julho. O formulário de inscrição está disponível no site da entidade (www.jadesas.or.jp/kenshu/scholarship/index_p.html) e pode ser preenchido no próprio idioma. Para aqueles que vivem no Japão, a bolsa cobre as despesas escolares e subsídios gerais, como moradia, passe escolar, seguro médico e gastos extras, como participação de estágios coletivos e congressos.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

ÚLTIMO JAPONÊS MORRE EM 2800, ÚLTIMO PORTUGUÊS NÃO SE SABE

do DN on line

Leonídio Paulo Ferreira
jornalista
leonidio.ferreira@dn.pt

As portuguesas têm em média 1,36 filhos, mínimo histórico. As japonesas 1,32. Para o país asiático, as contas estão feitas: o último habitante morrerá em 2800, calculou o Yomiuri, jornal para levar muito a sério, com 130 anos de história e dez milhões de exemplares cada manhã. Para Portugal, falta um demógrafo fazer o exercício, mas o resultado só pode ser igualmente assustador: um dia não haverá ninguém.

Não vale a pena entrar já em pânico. Tal como os japoneses, ainda temos séculos para inverter a tendência. E se a primeira solução é óbvia (pelo menos dois filhos por mulher), a segunda passa pela importação de gente. De imigrantes. É o que está a ser feito por todo o mundo rico, com diferentes níveis de imaginação. O Japão, por exemplo, tenta atrair os nissei, brasileiros de origem nipónica. Portugal recebeu africanos, depois brasileiros e ucranianos. A Alemanha em tempos foi buscar turcos. A Grã-Bretanha, sobretudo indianos e paquistaneses. E a França, que se destaca pela tradição de acolhimento (até tem um presidente de apelido húngaro), virou-se para as antigas colónias árabes, esgotado que está o filão português, espanhol e italiano.

Há lições a aprender com a experiência da França. Está por fim a inverter-se o declínio demográfico, pois cada mulher tem já em média mais de 2,1 filhos. Resultado admirável, pois na UE só três países atingem o patamar que renova as gerações. A este ritmo, arrisca-se em 2050 a ultrapassar uma Alemanha a minguar e a ter o povo mais numeroso da Europa ocidental - como acontecia até aos tempos de Napoleão. E é graças à fertilidade das comunidades imigrantes que cresce. Por isso, cada vez mais franceses respondem por nomes como Sarkozy, Zidane ou Garcia (é o 13.º apelido mais comum, agradeçam a espanhóis e portugueses).

Tal como os franceses, o caminho mais seguro para os portugueses se salvarem da extinção (e, mais urgente, garantirem descontos para a Segurança Social) é somarem as soluções: mais filhos, sim, mas também imigrantes. Só que integrar pessoas de cultura diferente desafia qualquer país. Uma parte da opinião pública sente-se incomodada. E os discursos xenófobos tendem a aparecer, mesmo que envergonhados. Mas para lidar com o inevitável existem já dois modelos: a assimilação à francesa e o multiculturalismo britânico. Basta escolher. Ou então inventar um terceiro, com a experiência de 500 anos de mistura de sangues no Brasil, África e Índia.

Quem achar que os imigrantes não são solução pode sempre imitar uma boa ideia recente do espanhol Zapatero e acreditar que basta oferecer 2500 euros por criança para que as mulheres dupliquem de um dia para o outro o número de filhos. Mas, se fosse só uma questão de dinheiro, o Japão nunca teria de se preocupar com 2800.|

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Abertas Inscrições para Exames Supletivos no Japão


Depois de muita espera, enfim abriram-se as incrições para os exames supletivos no Japão.
As inscrições foram abertas dia 1 de Junho e vão até dia 1 de Julho e são inteiramente gratuitas.
Para fazer a inscrição via internet, acesse o link a seguir:
http://celepar7.pr.gov.br/exame/inscricao/procedimento_inscricao.asp
No Japão, a inscrição pode ainda ser feita nos Consulados de Tóquio e de Nagoya:
Consulado-Geral em Tóquio
Gotanda Fuji Bldg., 2F
13 – 12, Higashi – Gotanda 1 – chome,
Shinagawa – ku, Tokyo (141-0022)
e-mail: consbras@gol.com
fone: (03)5488-5454
fax: (03)5488-5458

Consulado-Geral em Nagóia
Shirakawa Daihachi Bldg. 2F
10 – 29, Marunouchi 1 – chome, Naka-ku
Nagoya-shi, Aichi-ken (460-0002)
e-mail: cgnagoya@gol.com
fone: (052)222-1077 ou 222-1078
fax: (052)222-1079

Os exames serão nos dias a seguir:
07 de outubro de 2007 – Ensino Fundamental;
08 de outubro de 2007 – Ensino Médio.

CONDIÇÕES PARA INSCRIÇÃO
Somente poderão inscrever-se os candidatos cuja idade cronológica, até o dia da realização do Exame pretendido, seja igual ou superior a:

15 anos, para candidatos ao Ensino Fundamental;
18 anos, para candidatos ao Ensino Médio.
* A emancipação ou casamento não isentará os candidatos da idade mínima exigida.
* Para validade de inscrição do Exame, a idade do candidato é requisito fundamental.

Os pedidos de inscrição somente serão aceitos se apresentados no prazo estabelecido (então, atentem para o prazo!).

DOCUMENTAÇÃO PARA INSCRIÇÃO
Para efetuar a inscrição:
- nos Consulados Gerais em Tóquio, Nagóia e Zurich, nos dias úteis, das 9h às 15h, o candidato deve apresentar o original da Cédula de Identidade ou Passaporte.
- via Internet, na página www.pr.gov.br/deja (opção Exames Supletivos no Exterior) , o candidato deve preencher os dados solicitados na página. (ou ainda, no primeiro link desta postagem).

E OS LIVROS? ONDE CONSIGO ELES?
A lista de livros eletrônicos constantes no ENCCEJA não foi atualizada.
Os livros são de 2006, mas visto que restam menos de 15 dias para o fim das inscrições, os livros são estes mesmos:
http://www.inep.gov.br/basica/encceja/material_2006.htm

Há livros para o fundamental, médio e também livro de acompanhamento de professor.

Infelizmente, não há mais distribuição de livros comuns, impressos em papel. É preciso pegá-los via internet mesmo, e estudar no PC ou imprimir em papel.
Antigamente, havia a opção de ter os livros em papel impresso, no Japão, através do Banco do Brasil e dos consulados, por isso pagava-se 3 mil yenes pela inscrição no exame.
O lado bom de não ter mais os livros impressos, é a isenção da taxa de inscrição.

Locais das provas:

Japão:

Província de Gunma:
Local: Instituto Educacional Gente Miúda
Gunma-Ken,
Oizumi-Machi, Furugoori 21, 370-0536
Província de Shizuoka:
Local: Act City Hamamatsu – Congress Center 3º e 4º andares
111-1 Itaya-machi, Naka-ku,
Hamamatsu-shi, Shizuoka-ken 430-7790
Província de Nagano:
Local: Centro
Cultural da Cidade de Ueda (Ueda-shi Bunka Center)
Chuo Kominkan
1-2-3
Zaimoku-cho, Ueda-shi, Nagano Ken 386-0014

E nas seguintes penitenciárias e reformatórios:

Província de Kanagawa:
ESCOLA DE DISCIPLINA DE MENORES DE KURIHAMA
3-12-1 - Nagase - Yokosuka-shi,
Kanagawa-Ken
Tel.:
045-239-0826
Província de Tochigi:
PENITENCIÁRIA DE KUROBANE
1466-2 - Sabui - Otawara-Shi, Tochigi-Ken
Tel.:
0xx-324-0246
Província de Tokyo
PENITENCIÁRIA DE FUCHU
183-8523 –
Tokyo-to Fuchu-shi Harumi-cho 4-10
Província de Aichi:
PENITENCIÁRIA DE NAGÓIA

*nesses locais, os exames serão prestados exclusivamente para os brasileiros internos/detentos dos mesmos.


Quer saber mais?
Link para o Edital dos Exames no Japão: http://celepar7.pr.gov.br/exame/edjapao.htm
Link para o Edital dos Exames na Suíça: http://celepar7.pr.gov.br/exame/edsuiça.htm

Site Principal: http://celepar7.pr.gov.br/exame/

segunda-feira, 11 de junho de 2007

MEC avalia escolas brasileiras no Japão

do IPC on line

Uma realidade preocupante detectada nesse estudo foi a inadimplência dos alunos, estimada em 30%

São Paulo - Flávio Nishimori/IPCJAPAN

Um relatório do Ministério da Educação do Brasil (MEC) mostra a evolução do número das escolas brasileiras no Japão. O estudo, ao qual o ipcdigital.com teve acesso, analisou 75 estabelecimentos de ensino em funcionamento em dezembro de 2005 e traça um panorama desse segmento voltado à comunidade brasileira. Revela, por exemplo, que as primeiras escolas se estabeleceram no ano de 1995. Na época, eram cinco instituições. Em dez anos, houve um aumento de mais de dez vezes deste número.

A pesquisa também delineou o mapa de localização das escolas. De acordo com o MEC, existem estabelecimentos de ensino brasileiros em funcionamento em 12 províncias, com maior concentração em Shizuoka (15), Aichi (14), Nagano (12) e Gunma (9).

Um dado interessante apontado na pesquisa é que a maioria das escolas brasileiras era de pequeno porte. Dezoito tinham entre 1 e 50 alunos e 19 agrupavam de 51 a 100 estudantes. No entanto, observou-se também que dois estabelecimentos mantinham de 400 a 450 estudantes.

Uma realidade preocupante detectada nesse estudo foi a inadimplência dos alunos, estimada em 30%. Uma escola, por exemplo, em função dessa falta de pagamento, estaria arcando com um prejuízo de cerca de ¥ 6 milhões anuais na época.


Dados preocupantes

Um outro levantamento recente realizado pelas autoridades japonesas e encaminhado para o MEC no Brasil também contém dados para uma reflexão tanto do governo brasileiro quanto do Japão.

O número de brasileiros no ensino fundamental no país gira em torno de 26 mil crianças, entre 5 e 14 anos. Seis mil estão em escolas brasileiras e sete mil em instituições japonesas onde há algum tipo de reforço para os brasileiros. Aliás, foi por esse motivo que se conseguiu catalogar esses números. Com relação aos restantes 13 mil, e nesse particular reside a grande questão, não se sabe ao certo se estão em escolas japonesas ou se não freqüentam nenhum tipo de estabelecimento.

"É um motivo de grande preocupação, pois se fizermos uma projeção otimista diríamos que 50% desse total esteja mesmo estudando. Mesmo assim, a quantidade de alunos fora das escolas é expressiva. A nossa principal dificuldade é saber onde estão essas pessoas para tentar estabelecer alguma estratégia a fim de ajudar a solucionar essa problemática", afirma a assessora do MEC Claudia Soares.


foto: Blog do acessa SP


terça-feira, 5 de junho de 2007

Bolsas de estudo no Japão para 2008

O Governo do Japão, através de seu Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia - MEXT (Monbukagakushô), oferece Bolsas de Estudos para o programa "GRADUAÇÃO, ESCOLA TÉCNICA E CURSO PROFISSIONALIZANTE"

Bolsas de Estudo MEXT (Monbukagakusho) 2008, inscrições abertas na Embaixada do Japão de 1 a 29 de junho de 2007.

  • Um orientador de bolsas estará atendendo durante o período de inscrição para tirar suas dúvidas. Agende antecipadamente através do telefone: (61) 3442-4200

Parte I - Sobre as Bolsas


I - GRADUAÇÃO

Bolsa para cursar a Graduação em uma universidade japonesa com duração de 5 anos. Inclui curso preparatório de língua japonesa e outras disciplinas durante o primeiro ano.

Áreas de Estudo

1. Ciências Humanas

  • Administração de Empresas, Artes,Ciências Contábeis, Ciências Políticas, Ciências Sociais, Comunicação, Direito, Economia, Educação, Geografia, História, Letras (Japonês), Relações Internacionais, Sociologia e Comércio Exterior.

2. Ciências Naturais

  • Ciências Naturais - Grupo A:
    • Ciências (Matemática, Física, Química);
    • Estudos de Elétrica e Eletrônica (Engenharia Elétrica, Eletrônica e Informática);
    • Estudos de Mecânica (Engenharia Mecânica, Arquitetura Naval);
    • Engenharia Civil e Arquitetura (Engenharia Civil, Arquitetura e Engenharia Ambiental);
    • Estudos de Química (Química Aplicada, Engenharia Química, Química Industrial, Engenharia Têxtil); e,
    • Outras áreas (Engenharia Metalúrgica, Engenharia de Minas, Navegação Mercante, Biotecnologia).
  • Ciências Naturais - Grupo B:
    • Estudos Agrícolas (Agronomia, Química Agrícola, Zoologia, Medicina Veterinária, Engenharia Florestal, Nutrição, Pesca);
    • Saúde (Farmácia, Higiene, Enfermagem); e,
    • Ciência (Biologia).
  • Ciências Naturais - Grupo C:
    • Medicina e Odontologia

II - ESCOLA TÉCNICA

Bolsa para cursar a Escola T écnica no Japão com duração de 4 anos. Inclui curso preparatório de língua japonesa e outras disciplinas durante o primeiro ano. A bolsa permite que o bolsista ingresse no 3º ano da Escola Técnica Superior após o curso preparatório no Japão.

Áreas de Estudo

1. Engenharia de Materiais
2. Engenharia Mecânica
3. Engenharia da Informação, da Comunicação e Network

4. Engenharia Elétrica e Eletrônica
5. Engenharia Marítima
6. Arquitetura e Engenharia Civil


III - CURSOS PROFISSIONALIZANTES

Bolsa para realizar Cursos Profissionalizantes no Japão com duração de 3 anos. Consiste no curso preparatório de língua japonesa e outras disciplinas durante o primeiro ano e no curso profissionalizante nos 2 anos seguintes.

Áreas de Estudo

1. Engenharia Civil
2. Arquitetura
3. Engenharia Elétrica
4. Eletrônica
5. Telecomunicação
6. Nutrição
7. Secretariado
8. Administração Hoteleira
9. Turismo
10. Moda
11. Design
12. Fotografia

O Governo Japonês oferece Bolsas de Estudos para o programa "GRADUAÇÃO, ESCOLA TÉCNICA E CURSO PROFISSIONALIZANTE"

Parte II - Informações sobre período, requisitos, inscrições


INFORMAÇÕES

A) Período das Bolsas

  • I-Graduação: 5 anos (abril de 2008 à março de 2013)
    • Para Odontologia, Veterinária e Medicina: 7 anos (abril de 2008 à março de 2015)
  • II-Escola Técnica: 4 anos (abril de 2008 a março de 2012)
  • III-Curso Profissionalizante: 3 anos (abril de 2008 a março de 2011)

B) Itens comuns a todas as categorias

B.1) Requisitos

  1. Nacionalidade brasileira (excluem-se brasileiros com dupla nacionalidade japonesa)
  2. Ensino médio completo até dezembro de 2007;
  3. Idade de 17 anos a 21 anos em 1/abril/2008 (nascidos entre 02/abril/1986 e 01/abril/1991);
  4. Gozar de boa saúde física e mental;
  5. Bom domínio da língua inglesa ou japonesa;
  6. Disposição para aprender a língua japonesa e assistir aulas nesse idioma.

Obs

  • É recomendável conhecimento básico da língua japonesa.
  • Excluem-se militares da ativa.
  • O candidato deve ser residente e domiciliado em nossa jurisdição (Distrito Federal, Goiás ou Tocantins). Candidatos de outras localidades devem procurar o Consulado de sua região.

B.2) Benefícios

Primeiros 2 anos: Bolsa no valor de 134.000 ienes por mês (sujeito à pequena variação), segundo ano em diante: 126.000 ienes por mês (sujeito à pequena variação); passagem de ida e volta e isenção de taxas acadêmicas.

Obs

  • Para manter os benefícios da bolsa, o aluno deverá manter boas notas e boa frequência no curso.

B.3) Seleção

Análise documental, provas escritas e entrevista.

Provas Escritas

  • 10 de julho de 2007: matérias específicas e inglês
  • 11 de julho de 2007: japonês

Entrevista para aprovados nas provas escritas

  • 23 de julho de 2007

B.4) Inscrição

Somente para os residentes no DF,GO e TO. Outras localidades, procure o Consulado do Japão de sua jurisdição.

Período: 1 a 29 de junho de 2007

Local: Embaixada do Japão, Departamento Cultural
SES – Av.das Nações, Quadra 811 Lote 39 - 70425-900 - Brasília-DF

Obs

  • Para os residentes em Goiás e Tocantins, receberemos a inscrição pelo Correio, sendo que os documentos deverão chegar até o dia 27 de junho.
  • Residentes no Distrito Federal deverão fazer a inscrição pessoalmente.

  • Um orientador de bolsas estará atendendo durante o período de inscrição para tirar suas dúvidas. Agende antecipadamente através do telefone: (61) 3442-4200.

B.5) Documentos necessários

1ª Fase - Somente para os residentes no DF,GO e TO. Outras localidades, procure o Consulado do Japão de sua jurisdição

  1. Ficha de inscrição devidamente preenchida com 1 foto 3x4 recente;
  2. Dissertação respondendo as seguintes questões (em inglês, até 2 páginas tamanho A4, digitado):
    1. Por quê razão optou pelo Japão para cursar a universidade?
    2. Que curso pretende fazer no Japão e quais as razões dessa escolha?
    3. Que tipo de trabalho pretende fazer quando retornar ao Brasil?
  3. Para os que concluíram o ensino médio: Histórico escolar e certificado de conclusão (original da escola ou cópia autenticada em cartório)
  4. Para os que estão no 3º ano do ensino médio: Atestado de matrícula (original) e cópias simples dos boletins do 1º e 2º anos e do 1º bimestre do 3º ano.
  5. Carta de recomendação do diretor ou professor da escola (em português e em papel timbrado da instituição).

Mais informações:

Embaixada do Japão, Departamento Cultural
SES – Av.das Nações, Quadra 811 Lote 39 - 70425-900 - Brasília-DF

Tel: (61) 3442-4200
E-mail: japao1@yawl.com.br
http://www.br.emb-japan.go.jp

sábado, 2 de junho de 2007

O que é certificado de elegibilidade?

CERTIFICADO DE ELEGIBILIDADE PARA SANSEIS E CÔNJUGES BRASILEIROS
Para casos de sanseis e cônjuges brasileiros serão exigidos pelos Consulados do Japão (exceto Consulado do Japão em São Paulo, responsável pelos estados de SP, MS, MT e triângulo mineiro) o Certificado de Elegibilidade ou Zairyu Shikaku Nintei Shomeisho que, permitirá ao passageiro requerer junto ao Consulado do Japão o visto de permanência de 01 ou 03 anos, dependendo de cada caso. Para obter o Certificado, é importante que o requerente tenha um parente no Japão, pois o certificado é liberado pela Imigração Japonesa somente através de algum parente que resida no país. O parente mais próximo servirá de fiador para aqueles que desejam obter o visto de permanência.
Para a solicitação do Certificado, serão exigidos documentos pessoais do requerente e do parente que reside no Japão.

Obs. CERTIFICADO ELEGIBILIDADE PARA CASOS EM SÃO PAULO
Os casos exigidos são para descendentes que possuem VISTO PERMANENTE ou JAPONES NATIVO, casados com brasileiro descendente ou não descendente, residente na jurisdição do Consulado de São Paulo.


Documentos necessários
Descendente
Mandar os seguintes documentos para o Japão:

  • 01 Cópia autenticada da Certidão de Nascimento;
  • 01 Cópia autenticada da Certidão de Casamento (se for casado);
  • 01 Cópia autenticada da Certidão de Casamento dos pais;
  • 01 Cópia autenticada da Certidão de Nascimento dos pais (lado descendente);
  • 01 Cópia autenticada da Certidão de Casamento dos avós (no caso de sansei);
  • 01 Kosseki Tohon original ou 01 cópia simples;
  • 02 Fotos (3 X 4, colorida, fundo branco, sem data);
  • 01 Cópia simples das páginas (1, 2, 3) do passaporte;
  • Nome, endereço, telefone de contato do parente do passageiro que reside e trabalha no Japão;
  • Atestado de antecedente criminal da Polícia Civil;
  • Atestado de antecedente criminal da Polícia Federal;

Cônjuge de Descendente
Mandar os seguintes documentos para o Japão:

  • 01 Cópia autenticada da Certidão de Nascimento;
  • 01 Cópia autenticada da Certidão de Casamento (Validade de 02 meses);
  • 01 Cópia autenticada das páginas (1, 2, 3) do passaporte;
  • 02 Fotos (3 X 4, colorida, fundo branco, sem data);
  • No caso de casamento recente sem filhos, anexar fotos do casamento e de convívio do casal.

O apresentado deverá anexar os seguintes documentos e dar entrada no centro de imigração mais próxima para solicitar o Certificado de Elegibilidade (ZAIRYU SHIKAKU NINTEI SHOMEISHO) – demora de 3 à 4 meses.
  • Cópia das páginas 1,2 e 3 todas as demais carimbadas do passaporte, inclusive o visto de entrada e Change Permit;
  • Original do Atestado de Trabalho (ZAISHOKU SHOMEISHO), que deve ser solicitado na empresa que a pessoa está trabalhando;
  • Original do Atestado de Residência (GAIJIN TOROKU SHOMEISHO), que deve ser solicitado na Prefeitura local;
  • Cópia da Carteira de Identidade de Estrangeiro (GAIJIN TOROKU) frente e verso;
  • 3 últimos Holerites;
  • Kosseki Tohon;


De posse do Certificado de Elegibilidade, aparentado deverá envia-lo para o Brasil, para que dê entrada no visto no Consulado Japão.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

"Às vésperas dos 100 anos da Imigração no Brasil e 20 anos do Movimento Dekassegui, a verdade é que ainda há muito o que fazer em termos oficiais. Chegaremos a um momento em que, como os coreanos e norte-americanos, os brasileiros sejam julgados no seu próprio País por crimes cometidos no Japão? Talvez! Mas igualmente espero que cheguemos ao ponto em que a justiça seja “cega” e aplicada a todos, independentemente da sua nacionalidade, recebam sentenças adequadas ao delito cometido. "

Crimes na comunidade brasileira do Japão é o título de minha coluna desta semana no portal dekassegui Web Point Club. Nele comento os casos Fujimoto, Maeda e o do caminhoneiro japonês que matou 7 brasileiros. Agradeço aos membros da minha comunidade no orkut cujos debates e idéias me fazem pensar nos temas relacionados à comunidade e me mantém ao par de muita coisa e convido a todos a lerem e opinarem lá. Há também uma entrevista com o brasileiro ADELSON SILVA DE BRITO, Responsável de Prevenção ao crime na Comunidade Estrangeira de Hamamatsu, Shizuoka.