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sexta-feira, 26 de outubro de 2007

MEC anuncia novidades para escolas e alunos brasileiros no Japão

Jornal Tudo Bem - MEC anuncia novidades para escolas e alunos brasileiros no Japão

MEC anuncia novidades para escolas e alunos brasileiros no Japão
Provas de matemática e português para estudantes no arquipélago e censo escolar podem ser adotados a partir do próximo ano
Cláudia Emi/JTB
Comissão do MEC encaminhará sugestões sobre o que poder ser melhorado nas escolas

A comissão do MEC (Ministério da Educação) concluiu este mês sua viagem ao Japão. O grupo visitou 21 escolas brasileiras, duas escolas japonesas com ensino bilíngüe e mais os locais onde foram aplicadas as provas do exame supletivo. A missão aproveitou e também anunciou três novidades para o próximo ano.

A primeira é a realização da Prova Brasil aos estudantes da 4º e 8º séries que vivem no Japão. A avaliação de conhecimentos de educação básica, com questões de português e matemática, já é aplicada desde 2006 aos estudantes de cursos públicos e particulares no Brasil. “É um instrumento importante para a escola e para a comunidade escolar, porque faz com que ela se enxergue comparativamente em relação às outras escolas no Brasil”, diz Cesar Callegari, do Conselho Nacional de Educação, órgão subordinado ao MEC.

A segunda novidade é a participação de todas escolas brasileiras do Japão no censo escolar (ou Censo de Educação Básica), com o fornecimento de informações como a infra-estrutura das instituições, quadro de professores e alunos, entre outros itens. Espécie de banco de dados, esse “arquivo” serviria para, a longo prazo, promover melhorias no ensino do estudante. A terceira é a possibilidade de se implantar os exames supletivos online, aumentando conseqüentemente o número de candidatos que poderiam realizar os exames no arquipélago.

Escola uno
Natalício Freitas, da Coordenação do Ensino Fundamental da Secretaria de Educação Básica, visitou a Escola Uno, de Hamamatsu (Shizuoka). Segundo ele, a instituição estava correta do ponto de vista curricular e funcionando normalmente. A escola, após críticas de um grupo de mães que reclamaram das condições fornecidas às crianças, realizou algumas mudanças.

“As escolas brasileiras no Japão têm um projeto pedagógico adequado àquilo que o governo brasileiro exige”, comentou Calligari, lembrando também que se muitas escolas foram instaladas em prédios adaptados, que nem sempre correspondem às expectativas dos pais, por outro lado também há outras instituições que hoje estão bem equipadas com quadras esportivas e bibliotecas.

Cláudia Baena, das Relações Exteriores do MEC, disse: “No regresso ao Brasil, vamos escrever uma carta, um documento de registro, para cada uma destas escolas com nossa observação, fazendo algumas sugestões eventuais para que algum aspecto possa ser melhorado. Não vimos nenhuma escola em situação crítica e que merecesse notificação dando um prazo de melhoria para não perder a homologação.” Cláudia também acrescentou que este ano foi motivo de comemoração, com registro de 30% de aumento no número de candidatos dos exames supletivos.

Números do supletivo
Em 2006
628 candidatos

Em 2007
913 candidatos

Hamamatsu
81 do ensino fundamental e 325 do ensino médio

Oizumi
86 ensino fundamental
226 médio

Ueda
35 fundamental e
88 médio

Na Penitenciária de Fuchu (Tokyo) e de Kurobane (Tochigi) e na Escola de Disciplina de Menores de Kurihama (Kanagawa)
72 inscritos no total

Reportagem: Cláudia Emi

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