Irashaimasse... Este espaço é "irmão" da comunidade do orkut Movimento Dekassegui no Japão. Chamei-a assim porque há muitos dekasseguis (pessoas que saem de sua terra natal para trabalhar temporariamente em outro lugar) e eu faço parte desta comunidade de filhos e netos de japoneses que migraram para o Brasil. Domo arigato gozaimasu.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Hikikomoris

De tudo um pouco...

Hikikomoris

A edição de novembro da Revista Veja, em sua matéria de comportamento, fala sobre os hikikomoris, jovens japoneses que se recusam a sair de casa e chegam a ficar até vinte anos trancafiados no quarto.

A matéria conta a história de um jovem de 32 anos que abandonou o emprego, viveu de bicos durante um período e trancou-se em seu quarto e permanecendo lá por 2 anos, sem sequer abrir a janela.

O Governo Japonês estima que existam entre 600.000 e 1 milhão de pessoas "isoladas das sociedade" ou "pessoas reclusas", significado da palavra hikikomori. Em geral são homens (80%), matede deles têm mais de 30 anos, que se isolam depois de experimentar pequenos fracassos.

Embora o problema esteja mais evidente no japão, existem registros de pessoas qe vivem assim em vários lugares do mundo como Itália, e Coréia do Sul, mas talvez a sociedade japonesa apresente menos espaço para diferenças em função da rigidez dos costumes.

Na opinião de psiquiatras japoneses, esses eremitas modernos são vítimas dos próprios costumes do país. No Japão, os jovens sofrem imensa pressão para obter sucesso nos estudos e para se moldar às normas no trabalho e na sociedade. Os hikikomoris são aqueles que não agüentam a pressão e preferem retirar-se da comunidade a competir com os outros. Como expressar os sentimentos é um comportamento malvisto entre os japoneses, eles também preferem guardar para si suas angústias.”

Veja como são as diferenças de cultura...totalmente o oposto do meu estilo de vida...como mãe de um garotinho autista, procuro ao máximo tirá-lo de casa, inserí-lo na sociedade, fazer com que ele tenha o máximo de autonomia possível e se torne um cidadão independente, já os pais desses "reclusos", preferem sustentá-los e mantê-los em casa, aparentemente escondendo o problema e a capacidade de adaptação que seus filhos apresentam.