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quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Karaokê ganha documentário exibido nesta terça no GNT - O Globo Online

Karaokê ganha documentário exibido nesta terça no GNT - O Globo Online

soltando a voz

Karaokê ganha documentário exibido nesta terça no GNT

Plantão | Publicada em 20/11/2007 às 09h20m

Giovani Lettiere - O Globo Online

Sidney Magal participa do documentário do GNT 'Strangers in the night'. Foto Divulgação GNT

RIO - A música "Sandra Rosa Madalena", de Sidney Magal é uma das mais executas em karaokês pelo Brasil, mas o aparelhinho favorito dos que adoram cantar, pasmem, reprovou o intérprete do sucesso, que amargou nota 8 com a observação "você ainda pode melhorar". Estas e outras histórias curiosas sobre o karaokê estão no documentário "Strangers in the night O mundo do karaokê", de Luis Evandro, que estréia nesta terça-feira no canal a cabo GNT, às 23h30.

Clique aqui e veja um aperitivo do documentário 'Strangers in the night - O mundo do karaokê'

- Fui levado a um bar com karaokê pela primeira vez por um amigo que alterna manias. Curti muito o ambiente e percebi como as pessoas eram interessantes. Os personagens já estavam prontos para um documentário - explica Luis Evandro, 38 anos, em seu primeiro doc cultural, já que antes só fizera esportivos.

- Como uma coisa que está presente na vida de tanta gente pelo menos uma vez na vida nunca havia sido documentada? Brasileiro adora cantar. Percebi que havia um buraco aí. Assim que apresentei a idéia no GNT, a direção adorou. Pesquisaram durante um semana e se espantaram com o fato de não haver nada sobre o tema - acrescentou Luis, que participou do concurso "Pitching GNT 2006" e teve seu projeto escolhido entre outros 400.

O documentário é centrado nos personagens. Luis percebeu que só o tema karaokê não seria suficiente para um filme inteiro.

- Os personagens foram fundamentais. Descobrimos gente que se conheceu e se casou num karaokê. Alguns assumem a personalidade dos artistas quando cantam. Outros só soltam a voz numa mesma música há anos. Percebi ainda que alguns têm uma realão de diversão com o karaokê, os que vão quatro vezes por ano, por exemplo. Já muitos têm uma relação de paixão, de fanatismo mesmo - contou o diretor.

Ana Maria Braga participa do documentário do GNT 'Strangers in the night'. Foto Divulgação GNT

Para mostrar que não eram "malucos" só anônimos, o Luis Evandro contou com a participação de celebridades, como Sidney Magal, é claro, Ana Maria Braga, Léo Jaime e Gianne Albertoni, por exemplo.

- A Ana Maria começou a se interessar por karaokê depois que foi a um restaurante no bairro japonês de São Paulo, a Liberdade. Os amigos insistiram muito para que ela cantasse, mas ela recebeu notas ruins. Obsecada por uma melhor performance ela não se desgrudou do microfone até as 4 da manhã, quando ganhou uma boa nota. Daí comprou um aparelho para ter em casa e chegou a ter um quadro sobre karaokê em seu programa - relatou o diretor.

As notas do aparelho, segundo Luis, são dadas tendo como base intensidade e ritmo. A afinação não é considerada.

- Geralmente, quem é cantor profissional, interpreta a música, daí acaba não seguindo o ritmo imposto pelo aparelho. Por isso muitos cantores levam nota baixa mesmo. Foi o que aconteceu, além do Sidney, com o Léo Jaime. Ele e o jogador Ronaldo fizeram uma aposta. Os dois cantaram músicas de Léo, mas Ronaldo cantou gritando e tirou uma nota melhor do que o próprio Léo, que odeia cerveja mas teve que tomar uma - antecipa Luis.

O karaokê chegou ao Brasil na década de 80, mas segundo Luis Evandro, ele só se popularizou em 1999, quando foram mostradas imagens de craques da Seleção brasileira cantando durante concentração em um hotel de Foz do Iguaçu. Depois virou febre, com direito a um quadro no "Domingão do Faustão" e as vendas de aparelhos se multiplicaram. Mas o diretor do documentário não considera que hoje em dia haja uma febre de karaokê.

- É muito pontual. Em algumas épocas, sim. É cíclico, indo e voltando novamente, mas tem uma base grande que se mantém. A maioria só vai quando está na moda. São Paulo é, por conta da imigração japonesa e lá o karaokê é uma febre, o lugar com mais adeptos. Está mais presente no Sudeste e Sul do Brasil. No Nordeste não pegou muito - explica.

Soninha Francine e Léo Jaime participam do documentário do GNT 'Strangers in the night'. Foto Divulgação GNT

O Japão, que inventou e disseminou o jeito diferente de cantar, ocupa boa parte do documentário. Três pesquisadores mergulharam fundo no universo oriental.

- Aqui, o karaokê é um misto de farra com diversão. No Japão é levado mais a sério. Há muitos concursos e amenizam a rigidez do povo japonês, supercompetitivo - contou.

Mas curiosamente, um dekassegui - brasileiro descendente de japoneses - venceu o maior concurso do país, transmitido ao vivo pela TV NHK. Joe Hirata foi o primeiro estrangeiro a abocanhar o prêmio em 49 anos, tendo vencido 8 mil participantes. Joe foi entrevistado em São Paulo, para onde se mudou depois de uma promissora carreira na Terra do Sol Nascente. Hoje ele canta no ritmo sertanejo.

O nome do documentário vem da música homônima de Frank Sinatra. Luis pediu a Sidney Magal que cantasse uma música do americano e sugeriu "My way", mas o cantor foi contra e soltou a voz em "Strangers in the night".

- Acabou virando sinônimo do documentário. Pessoas mostrando um lado que pouco se conhecia. Pessoas estranhas que surgem nos cantos da noite e se tornam conhecidas por apenas cinco minutos, enquanto estão no palquinho do karaokê cantando. Logo depois, já são desconhecidas novamente - sintetiza Evandro, que já tem dois projetos engatilhados para a TV.

Documentário "Strangers in the night - O mundo do karaokê". Terça-feira, dia 20 de novembro, às 23h30. Reapresentações: sexta, às 15h; na madrugada de sexta para sábado, dia 24, às 3h, e no domingo, dia 25, às 6h

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