Irashaimasse... Este espaço é "irmão" da comunidade Movimento Dekassegui no Japão. Chamei-a assim porque há muitos dekasseguis (pessoas que saem de sua terra natal para trabalhar temporariamente em outro lugar) e eu faço parte desta comunidade de filhos e netos de japoneses que migraram para o Brasil. Domo arigato gozaimasu. zanguio.com.br

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Undokai do Junshin

Meus filhos participavam de undokais quando estudaram na escola Junshin, em Curitiba.
Achei uma matéria do undokai deste ano. Que saudade!

Undokai do Junshin atrai todos os públicos
(5/14/2007 11:41:00 AM)

Nikkeis, não-descendentes, pais, alunos, idosos, pessoas ilustres e até o vice-cônsul do Japão: tinha lugar para todo mundo no undokai, gincana esportiva e recreativa anual, realizado pela escola Junshin no último domingo, dia 06, na própria sede da instituição, no bairro Pilarzinho, em Curitiba.

Ao contrário da grande maioria dos undokais realizados no Paraná - que são promovidos pelas associações de nikkeis - o evento do Junshin se assemelha muito com as gincanas originais japonesas, que são organizadas por escolas. No caso do Junshin, toda a estrutura e organização remetem aos moldes nipônicos, produto dos esforços das irmãs da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria de Nagasaki, que administram a escola desde 1983. A organização, aliás, é considerada o diferencial do evento, pois os participantes (em geral alunos da escola) ensaiam as atividades esportivas do undokai até três semanas antes da gincana. “Fazemos alguns treinamentos com os alunos, para que não ocorram problemas”, conta a irmã Cecília Yayoi Umezaki, que trabalha há 22 anos no Junshin. De acordo com a irmã Cecília, as apresentações musicais, mais trabalhadas, são ensaiadas desde o início do ano letivo. “Só as atividades com os pais que não treinamos antes, mas ensaiamos com os alunos e pais voluntários para ajudarem na realização das provas”, afirma. Além dessas apresentações, o undokai da escola conta também com as atividades comuns aos undokais da comunidade.

Até mesmo o vice-cônsul do Japão no Paraná, Toshinori Matsushiro, que assumiu o consulado interinamente, pôde ser visto se divertindo com seus filhos, também alunos do Junshin. Depois de fazer o discurso na abertura das atividades, quando ressaltou a importância dos undokais para a preservação da cultura e integração da comunidade nipônica, o representante aproveitou para se divertir participando das provas de corrida e, no horário de almoço, jogar beisebol com seu filho, algo muito característico das famílias japonesas.

“Pai mais antigo” – Dentre as várias famílias presentes, uma se destaca pela presença constante nos undokais do Junshin. É a família Uesu, que participa da gincana desde 1983. O médico Jorge Uesu conta que é o pai que está há mais tempo no Junshin. “Tive quatro filhos, e todos estudaram no Junshin, então sempre participamos”, diz o médico, que agora acompanha a caçula, Sílvia Uesu, nas provas. Uesu conta que, quando criança, só ouvia falar dos undokais do Japão, e ver um era um sonho. “Os undokais passam valores como disciplina, solidariedade e companheirismo”, diz o médico, que completa: “Tinha vontade de mostrar este undokai para outras pessoas, não-descendentes e funcionários de empresas, pois é um bom exemplo a ser seguido”.

Postar um comentário