Irashaimasse... Este espaço é "irmão" da comunidade do orkut Movimento Dekassegui no Japão. Chamei-a assim porque há muitos dekasseguis (pessoas que saem de sua terra natal para trabalhar temporariamente em outro lugar) e eu faço parte desta comunidade de filhos e netos de japoneses que migraram para o Brasil. Domo arigato gozaimasu.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Um grupo de 30 japoneses veio de Tóquio só para conhecer o sabor do beijo na Bahia

Nunca fui festeira no carnaval, mas passei a ter uma certa raiva quando morei no Japão. Um caminhoneiro, senhor geralmente muito educado e que almoçava no mesmo lugar que eu e umas colegas (umas senhoras, obasans mesmo) brasileiras e japonesas, viu as cenas dos desfiles do Rio na TV a cabo e no dia seguinte ficou nos perguntando se a gente também pulava carnaval sem roupa. Claro que subiu o sangue, achei que ia virar samurai! (risos)
Agora me deparo com uma notícia no G1 que diz: Foliões de Salvador perdem a conta de quantas bocas beijam
Até aí, qual a grande novidade, depois das danças funks de alguns anos atrás, beijar na boca é até comportado. (que horror!!!) Mas entrei na notícia para provocar um primo meu de Curitiba que está passando o carnaval lá e vejo esta foto os japoneses! Subiu o sangue de novo, claro!
Impossível os estrangeiros não nos verem como um país que serve para turismo sexual (aliás, turismo sexual no Brasil é um dos passeios favoritos dos atuais ex-combatentes do Iraque) e que não merece ser levado a sério.
Olhe só a linha da matéria que cita os japoneses:
Foto: glauco araújo/g1
Tomoko Maekawaza, Cochilo Quanda e Mutsumi Sugiyama vieram de Tóquio em busca de muitos beijos na boca (Foto: Glauco Araújo/G1)

Um grupo de 30 japoneses veio de Tóquio só para conhecer o sabor do beijo na Bahia. A vendedora Tomoko Maekawaza, de 22 anos, chegou em Salvador para curtir o carnaval e se gaba de já ter conquistado um brasileiro. “Baiano é bom. Beija muito e gostoso”, declarou.

E como desfazer a impressão que estes caras vão levar?
Reproduzo abaixo a matéria do G1 na íntegra.

Foliões de Salvador perdem a conta de quantas bocas beijam
Jovens dizem que não dá tempo de ficar contabilizando o número de parceiros.
Grupo de 30 japoneses, de Tóquio, veio para Salvador em busca de beijo.

A rapidez da abordagem e o clima de festa nas cordas dos blocos são desculpas que os jovens usam para beijar várias pessoas no carnaval de Salvador. O folião Valter Júnior, de 24 anos, conta que sua média varia de 25 a 30 meninas por dia.
Durante entrevista ao G1, Júnior disse que beijaria uma menina naquele exato momento. “Quer que eu pegue uma garota aqui e agora para você ver como é?”, questionou. Ele não teve dúvidas. Olhou para o lado e deu um beijo em Ana Naira, 22 anos, a primeira mulher que passava ao seu lado no circuito Campo Grande-Avenida. “A coisa é assim mesmo. As pessoas chegam beijando”, disse Ana.
Camila Dutra, 21 anos, fala que nem contou o número de rapazes que beijou durante este carnaval em Salvador. “Não dá tempo de pensar. É tudo muito rápido e, por isso, já perdi a conta”. Eliana Vaz, 28 anos, também não gosta de perder tempo e parte logo para o beijo. "Adoro beijar! Não penso em outra coisa", garante.

Nem tudo são beijos
O ato, apesar de prazeroso, pode esconder doenças como mononucleose, herpes e hepatite B, que são transmitidas pela boca. "Se eu pegar 'sapinho' só vou me preocupar com isso depois do carnaval. Agora tudo é festa", decreta Camila.
"As coisas acontecem tão rápido que não me preocupo se corro o risco de pegar doenças", garante o beijoqueiro Valter. Já Fernanda Reis, 25 anos, é enfática: "Não dá para ficar escolhendo as bocas!" Ela conta que já viveu tempos melhores em outros carnavais. “A fase não está boa! Hoje, só beijei três. Apesar disso, acho que está de bom tamanho”, palpita.

Gosto especial

Um grupo de 30 japoneses veio de Tóquio só para conhecer o sabor do beijo na Bahia. A vendedora Tomoko Maekawaza, de 22 anos, chegou em Salvador para curtir o carnaval e se gaba de já ter conquistado um brasileiro. “Baiano é bom. Beija muito e gostoso”, declarou.

Apesar do nome, o engenheiro Cochilo Quanda, 26 anos, disse que não quis saber de dormir no ponto em Salvador. “Eu também já ‘peguei’ uma baiana. Se fosse possível, a levaria para o Japão. Acho que é mais certo que eu venha morar em definitivo na Bahia”, comentou.

Quanda acredita que as pessoas no Japão têm o coração fechado. “No Brasil, as pessoas são mais legais e com coração totalmente aberto”, disse.